Moçambique enfrenta uma escalada no custo de vida, conforme indicam os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Em Outubro, o país registou um aumento significativo no nível geral de preços de bens e serviços, alcançando 4,75%. Este incremento surge após um período de ligeira desaceleração, onde se observou uma redução da taxa de inflação de 4,93% em Agosto para 4,63% em Setembro, contrastando com o pico de 10,82% verificado em Março deste ano.
A análise detalhada revela que a subida da inflação anual é impulsionada, em grande parte, pelos preços dos produtos alimentares e das bebidas alcoólicas. Entre os produtos que mais contribuíram para este aumento, destacam-se o peixe fresco, com uma subida de 1,7%, o limão, com um expressivo aumento de 61,9%, e os ovos frescos de galinha, que encareceram 11,1%. Outros produtos como o tomate, o arroz em grão, o carapau e a cerveja para consumo fora de casa também registaram aumentos, embora mais moderados.
Estas variações reflectem-se numa comparação homóloga, isto é, entre os preços de um conjunto de bens e serviços em Outubro deste ano e os preços dos mesmos itens no mesmo período do ano anterior.
A nível regional, a cidade de Tete destaca-se com a maior subida do nível geral de preços, atingindo 8,40%. Seguem-se Quelimane, com 6,34%, a província de Inhambane, com 6,13%, e as cidades de Maputo, Xai-xai, Nampula, Chimoio e a Beira, com aumentos variados.
Estes dados, recolhidos pelo INE em Outubro nas principais cidades e províncias do país, reflectem uma realidade preocupante para os moçambicanos, que enfrentam um aumento progressivo no custo de vida, afectando especialmente os produtos básicos de alimentação. Este cenário impõe desafios adicionais para as famílias e para a economia do país, que continua a procurar caminhos para a estabilidade e o crescimento sustentável.
