O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, apelou à intervenção directa do Presidente da República, Filipe Nyusi, para resolver os problemas que estão a afectar a exportação do feijão boer, um produto agrícola chave para a economia do país. Este apelo surge no contexto de dificuldades relacionadas com a emissão do certificado fitossanitário, essencial para a comercialização internacional deste produto.
Durante meses, empresários moçambicanos têm enfrentado barreiras significativas na exportação do feijão boer, especialmente para o mercado indiano. Agostinho Vuma, ao discursar na abertura do Economic Briefing da CTA, alertou para a possibilidade de uma redução de até 20% nas exportações de produtos agrícolas este ano, caso esta situação persista.
Vuma destacou ainda a questão das quotas de exportação impostas aos empresários, que podem resultar em excesso de stock nos armazéns, levando a prejuízos consideráveis. A CTA sublinha que o bloqueio na exportação do feijão boer não só prejudica directamente os agricultores familiares e os intermediários envolvidos na compra e venda do produto, mas também ameaça a exportação de outros produtos agrícolas, como a castanha de caju, dado que ambos partilham infra-estruturas de armazenamento.
Além disso, a CTA manifestou preocupação com a recente introdução da taxa do Certificado de Avaliação de Conformidade dos produtos importados, implementada pela Interrek. Segundo Vuma, esta taxa representa um custo adicional significativo para os empresários, com impactos negativos na economia. Ele apelou ao Governo para que reconsidere esta medida, comparando-a a uma espécie de pauta aduaneira paralela.
No que diz respeito ao Índice de Robustez Empresarial, a CTA registou um ligeiro aumento de um ponto percentual, passando de 28% para 29%. Este aumento é interpretado como um reflexo dos desafios que a economia e as empresas moçambicanas enfrentam, tanto no contexto internacional como no interno.
Este apelo de Agostinho Vuma para a intervenção do Presidente Nyusi é um claro indicativo da importância do sector agrícola para a economia de Moçambique e da necessidade urgente de resolver estes entraves para garantir a continuidade e o crescimento do comércio internacional do país.
