A Cervejas de Moçambique, reconhecida como uma das mais importantes empresas do país e integrante do grupo belga AB InBev, anunciou recentemente a sua decisão de distribuir mais de três milhões de euros em dividendos aos seus accionistas, referentes ao ano de 2022.

Segundo a agência Lusa, a empresa pagará, no próximo dia 15 de Dezembro, um valor bruto de 1,38 meticais por acção, abrangendo o total de 158.533.230 acções que compõem o seu capital social. Este pagamento representa um montante global superior a 218,7 milhões de meticais, o que corresponde a aproximadamente 3,4 milhões de dólares.

Importa referir que os dividendos serão atribuídos aos detentores de acções registados até ao dia 31 de Dezembro de 2022. Estes estarão sujeitos a uma taxa de retenção na fonte de 10%, aplicável nos termos do IRPC e do IRPS. Esta decisão foi tomada durante uma assembleia geral extraordinária da empresa, realizada a 20 de Outubro.

A Cervejas de Moçambique, que ocupa a posição de sexta maior empresa do país, foi fundada em 1 de Agosto de 1995, na sequência da privatização das fábricas de cerveja MacMahon e Manica, localizadas em Maputo e Beira, respectivamente. A empresa, que inclui marcas históricas como a Laurentina (criada em 1932) e a 2M, adquiridas em 2022, tem como principal actividade a produção, distribuição e venda de cerveja e outras bebidas.

No capital social da Cervejas de Moçambique, o grupo ABInBev detém uma participação maioritária de 83,01%, contando ainda com a presença do Estado moçambicano, que possui uma quota de 1,37%, e do Instituto Nacional de Segurança Social, com 2,6%, entre outros accionistas.