Durante o mês de Abril, dedicado à Mulher, o BCI promoveu um conjunto de iniciativas que reforçam o seu compromisso com a inclusão, o empoderamento feminino e o desenvolvimento sustentável, através de acções que conjugaram reflexão, cultura e impacto social.

Um dos momentos de maior destaque foi a edição 2026 do “Chá de Conexões”, realizada em Maputo sob o lema ‘Empreender, Conectar e Crescer: A Força da Mulher no Digital’. Mais do que um simples encontro, a iniciativa afirmou-se como uma plataforma de partilha, inspiração e capacitação, evidenciando o papel da mulher na economia digital.

Na sessão de abertura, o Presidente da Comissão Executiva do BCI, Francisco Costa, sublinhou que o digital constitui hoje um factor determinante para o progresso económico e social. Ao afirmar que “não se pode falar de capacitação e empreendedorismo feminino no século XXI sem integrar o digital”, destacou a urgência de preparar as mulheres para um ambiente económico em rápida transformação, onde a tecnologia dita o ritmo e as oportunidades.

Esta visão foi realçada no painel que reuniu várias mulheres líderes, num diálogo que evidenciou que o empreendedorismo digital exige não apenas acesso à tecnologia, mas também desenvolvimento de competências, literacia digital e apoio institucional consistente.

Entre os pontos altos do evento, destacou-se ainda a apresentação da Campanha de Veículos Eléctricos para Mulheres, desenvolvida em parceria com a Epsilon Energia, com o objectivo de promover soluções de mobilidade sustentável e criar oportunidades económicas. O evento integrou igualmente um leilão solidário a favor da Associação Renascer, reforçando a sua componente social.

A cultura teve igualmente lugar de relevo, com poesia, música e dança, bem como com o lançamento da segunda edição da exposição “Mulher é Arte”, uma celebração vibrante do talento feminino nas artes plásticas. A mostra reuniu obras de Ilda Semmedo, Lizzie Ana, Dora Chipande, Manuela Madeira (Manu), Nafeesah Allen, Jéssica Jane (Jesse Jane), Sandra Pizura e Benedita Filipe (Bena Filipe). Com estilos e linguagens diversas, as artistas apresentaram um retrato multifacetado da mulher, contribuindo para o enriquecimento do panorama cultural moçambicano.

Outro momento marcante das celebrações de Abril foi o memorável “Festival das Mulheres Moçambicanas”, realizado no Circuito de Manutenção Física António Repinga, que reuniu milhares de mulheres numa grande festa de alegria e inclusão. Num ambiente vibrante, marcado pelo laranja do BCI, artistas como Marllen, Yolanda (da Banda Kakana) e Anita Macuácua animaram uma celebração que foi muito além do entretenimento.

Com acesso gratuito, refeições “Mahala” e oferta de capulanas BCI, o festival afirmou-se como uma relevante acção de inclusão social. Nem a chuva travou o entusiasmo das participantes, antes simbolizou a resiliência e a força das mulheres moçambicanas.

Ao assinalar o Mês da Mulher com um programa abrangente e impactante, o BCI reafirma o seu posicionamento enquanto instituição comprometida não só com o desenvolvimento financeiro, mas também com a promoção de oportunidades, inclusão e progresso social, reconhecendo na mulher um pilar essencial para o crescimento de Moçambique.