O Fundo Africano de Desenvolvimento, uma entidade adstrita ao Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), deu luz verde a um financiamento significativo que visa a promoção de um ambiente de negócios propício e o estímulo à agricultura inteligente em Moçambique, conforme foi divulgado hoje pela própria instituição.

O financiamento, que marca a primeira de duas fases programadas de suporte orçamental para os exercícios fiscais de 2023 e 2024, cada uma a rondar os 20 milhões de dólares (cerca de 19 milhões de euros), surge da vontade do Fundo de promover medidas estratégicas que beneficiem directamente a economia moçambicana. Esta acção, gerida através dos empréstimos concessionais do BAD, almeja estabelecer um contexto favorável ao sector privado, estimulando, assim, a recuperação económica e incentivando o desenvolvimento sustentável, aliado a uma gestão fiscal pública mais eficaz e transparente.

Na sequência deste financiamento, Moçambique poderá aperfeiçoar o enquadramento regulatório e os procedimentos que facilitam o investimento, fomentando a expansão do sector privado e atraindo investimento para uma agricultura ecologicamente racional. Esta iniciativa será vital não só para incentivar o desenvolvimento do agro-negócio, mas também para fomentar a integração de estratégias que priorizem a igualdade de género e as medidas de protecção climática.

Leila Mokaddem, ocupando um cargo de alta responsabilidade no Gabinete de Desenvolvimento Regional da África Austral e de Execução de Negócios do banco, evidenciou que o programa põe uma forte ênfase no desenvolvimento do sector privado. O foco está na ampliação da participação deste sector em áreas cruciais, especialmente na agro-indústria, potenciando assim a criação de empregos, inclusive para mulheres e jovens, com uma expectativa positiva em relação ao impacto no desenvolvimento futuro de Moçambique.

No momento actual, a carteira activa do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento em Moçambique é estimada em 1,19 mil milhões de dólares (aproximadamente 1,11 mil milhões de euros), destacando-se as áreas de energia, transportes e agricultura como pontos prioritários de investimento.