O Centro de Investigação em Saúde de Manhiça (CISM), localizado na província de Maputo, no sul de Moçambique, anuncia o início dos ensaios de uma nova vacina contra a tuberculose, utilizando uma das tecnologias mais avançadas desenvolvidas pela Biotech, uma empresa alemã de biotecnologia.
Segundo o director-geral do CISM, Francisco Saúte, a tecnologia em questão foi amplamente e com sucesso utilizada na produção do imunizante da Pfizer contra a Covid-19. A notícia, divulgada na edição de segunda-feira do jornal diário de Maputo “Notícias”, destaca a intenção de empregar a mesma tecnologia no desenvolvimento de uma vacina não só contra a tuberculose, mas também para combater outras patologias, como a malária.
Francisco Saúte sublinha a importância do aumento da literacia em saúde e do desenvolvimento socioeconómico local, ressaltando o impacto directo destes factores na redução de doenças como a tuberculose, a malária e a cólera, bem como na taxa de mortalidade infantil.
O director realça ainda que a introdução da vigilância genómica já trouxe resultados encorajadores, como a garantia de que o fármaco utilizado até agora para tratar a malária em Moçambique continua eficaz. “Com este trabalho, o Ministério da Saúde não necessita de se preocupar com alterações de políticas relativas à mudança da linha de tratamento, como já ocorreu no passado e ainda acontece em alguns países africanos”, afirmou Saúte.
Adicionalmente, em 2023, o CISM atraiu projectos inovadores para o teste de novas vacinas contra a tuberculose, incluindo um que “utilizará uma tecnologia completamente nova desenvolvida para a vacina da Covid-19 pela Biotech, a vacina da Pfizer”. Estes desenvolvimentos representam um marco significativo no combate a doenças prevalentes em Moçambique, oferecendo esperança para avanços significativos na saúde pública do país.
