Morreu esta terça-feira, em Maputo, Aly Hassane, antigo internacional moçambicano e uma das figuras mais marcantes da história do futebol nacional. O ex-jogador encontrava-se internado numa unidade hospitalar, onde lutava contra uma doença prolongada. Tinha 61 anos.
Foi no Sporting Clube de Portugal que Aly Hassane ganhou verdadeira notoriedade internacional. A sua passagem pelo clube leonino, no final da década de 1980, marcou um momento raro e simbólico para o futebol moçambicano, projectando-o no panorama europeu e consolidando o seu nome junto do público e da imprensa desportiva portuguesa.
Médio de grande leitura de jogo, forte tacticamente e com presença serena em campo, Aly Hassane tornou-se um exemplo de profissionalismo e consistência. A experiência no Sporting abriu-lhe portas para outros clubes em Portugal e reforçou o seu estatuto como um dos jogadores moçambicanos mais reconhecidos fora do país.
Aly Hassane parte, mas deixa um legado de elegância, inteligência e respeito, uma referência que continuará a inspirar gerações do futebol moçambicano.
Ao serviço da selecção nacional, os Mambas, somou várias internacionalizações e integrou uma geração que ajudou a afirmar Moçambique no contexto do futebol africano. Um dos episódios mais recordados da sua carreira foi ter defrontado Diego Maradona, um feito raro que simboliza o nível competitivo que atingiu.
Depois de terminar a carreira como jogador, Aly Hassane manteve-se ligado ao futebol, sobretudo na formação e no acompanhamento de jovens atletas, partilhando experiência e conhecimento com discrição, mas com impacto duradouro.
A notícia da sua morte gerou uma onda de consternação no meio desportivo. Clubes, antigos colegas, dirigentes e adeptos recordam Aly Hassane como um jogador elegante, um profissional íntegro e uma referência incontornável do futebol moçambicano.
À família, amigos e à comunidade desportiva nacional, ficam as mais sentidas condolências.
