A sustentabilidade nos negócios é um aspecto intrínseco à nossa actividade. Defendemos a minimização da acção humana no ambiente, pelo que temos um programa de monitorização do próprio consumo energético e de papel que inclui medidas preventivas e correctivas, bem como treinamento e consciencialização dos colaboradores. Temos uma ideologia de trabalho e de actuação no mercado, que naturalmente se estende a todos os níveis, que faz parte da nossa cultura. Somos uma família com princípios orientadores, e procuramos, antes de nos posicionarmos com acções em prol da sustentabilidade, ser categoricamente um banco alinhado nesta vertente. Desenvolvemos um programa, a nível dos colaboradores, que envolve uma série de aspectos ligados aos princípios de sustentabilidade e que é suportado por um plano de comunicação interno. Temos já grandes marcos nesta temática, como é o caso da nossa nova sede, cujo funcionamento tem em conta uma série de considerações ambientais, como, por exemplo, a minimização do consumo de electricidade, que inclui um programa de monitorização do próprio consumo, com medidas preventivas e correctivas, e outro de treinamento e conscientização dos funcionários. Adicionalmente implementamos assinaturas e arquivos digitais e, de modo generalizado, criamos e disponibilizamos canais digitais.

Privilegiamos o financiamento de negócios que observam princípios ecológicos e constituídos com base na ideologia de finanças verdes, onde observamos o princípio de gestão de risco, avaliando o impacto ambiental de cada negócio na pauta de financiamento. Para nós é crucial haver um plano de transição, para que, ao converter os negócios e a sua actuação em algo cada vez mais sustentável, se garanta a preservação e a estabilidade necessária para o crescimento socioeconómico. Em 2021 assumimos um compromisso público ao sermos signatários do Pacto Global das Nações Unidas, ou seja, orientámos o nosso modelo de gestão com base nos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, por forma a tornarmo-nos, nos próximos anos, no “banco mais verde” a operar em Moçambique.

“Adoptámos, em 2019, medidas a nível da nossa infra-estrutura com vista a reduzir os custos de electricidade e o consumo de papel”

As estratégias e as operações do Banco encontram-se alinhadas com os princípios universais em prol da conservação do meio ambiente. Tal facto dita o nosso engajamento e apoio aos movimentos ecológicos, com uma forte veia de consciencialização para o uso racional dos resíduos sólidos através do seu reaproveitamento. Ao apoiarmos Sebastião Coana, elevámos a cultura e a arte moçambicana aliada a uma sólida componente de sustentabilidade que se alinha com a visão do banco na promoção artística cultural, desenvolvimento de competências e educação cívica. O Absa Bank Moçambique tem-se demonstrado empenhado em contribuir para o desenvolvimento de Moçambique, particularmente no que respeita a figuras que merecem destaque pelo seu contributo para o crescimento socioeconómico, e Sebastião Coana é um jovem que se tem destacado actualmente pela relação que criou entre as artes e o ambiente.

Existem outros projectos focados nesta temática que estão no centro da nossa agenda.  Renovámos a nossa parceria com o Parque Nacional da Gorongosa para preservação da fauna e da flora; participámos no lançamento da SPROWT, que está muito ligada a esta temática, e continuaremos a implementar as acções definidas no nosso plano estratégico e, onde houver espaço e capacidade para fazer mais, obviamente que o faremos.
 

A Xonguila conversou com o artista Sebastião Coana, pintor que, em parceira com o Absa Bank Moçambique, realizou a recentemente exposição Reciclarte, procurando perceber a sua visão sobre esta temática.

O meu objectivo nesta exposição foi desafiar a percepção das pessoas sobre o lixo e consciencializar para a reutilização e reciclagem através das minhas obras de arte.  Pegar no lixo e transformá-lo em arte, para mim é um meio de consciencialização da sociedade sobre a importância de combater a poluição. Eu escolhi utilizar o lixo para fazer arte, o que, por sua vez, vai despertar a mentalidade de qualquer outra pessoa, permitindo-lhe aprender a reaproveitar o lixo. Nesta exposição quis oferecer uma abordagem diferente de educação sobre poluição.

Vejo a arte como instrumento prático de mudança, uma ferramenta educacional fundamental para o processo de consciencialização da nossa sociedade. No concreto, as minhas obras de murais são pintadas envolvendo jovens que capacito em técnicas de pintura que podem voltar a usar nos seus bairros, treinar outros jovens e pintar casas e obras de arte para seu sustento. Os jovens que fizeram parte da pintura de murais comigo e o município durante o passado ano de 2021 conseguiram ter apoio financeiro após participarem no programa. Este ano pretendo abranger cerca de 5.000 raparigas e jovens em Maputo e outros distritos no país. No que toca à educação das comunidades, a pintura de murais leva temas como, por exemplo, “Educar a mulher e rapariga é educar a sociedade”, que se encontra na baixa da cidade e promove a educação das raparigas e a emancipação da mulher.  E pintei, em vários distritos, temas contra a violência baseada no género, etc. Os murais incentivam também a promoção do turismo urbano e a revitalização da estética pública das ruas, e atraem mais turismo.

Os artistas precisam de apoio corporativo. Quando tivermos mais empresas a apoiar exposições anuais e mais curadores e académicos a apoiar a gestão de talentos, teremos melhores resultados e causaremos mais impacto.

A nível de poluição e mudanças climáticas, deveríamos aumentar a consciencialização das populações de forma a perceberem o seu impacto.  E também, individualmente, criar mecanismos de multiplicação do talento de cada um ensinando outros. Todos nós temos um papel importante para a realização dos objectivos de desenvolvimento sustentável. É mais rápido combater a pobreza quando nós mesmos nos tornarmos menos egoístas.