Foi com uma cerimónia repleta de emoção e recursos tecnológicos de vanguarda que se inaugurou, no passado dia 12 de Abril, a aguardada exposição universal Osaka 2025, evento que decorrerá ao longo de 184 dias, estimando-se que venha a acolher cerca de 28,2 milhões de visitantes de todo o mundo.
Com o tema “Projectando a Sociedade do Futuro para as Nossas Vidas”, a exposição propõe-se a ser um fórum global de ideias, soluções e iniciativas em torno dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. A cerimónia de abertura decorreu no icónico pavilhão Shining Hat e contou com a presença de ilustres figuras do panorama internacional, entre as quais se destacam o Imperador Naruhito, a Imperatriz Masako, o Primeiro-Ministro japonês Shigeru Ishiba, bem como delegações de 158 países participantes.
Neste momento marcado por crescentes tensões e divisões, Ishiba inaugurou o evento sublinhando a necessidade urgente de se restaurarem os laços de solidariedade global: “O mundo enfrenta crises de divisão. Espero que esta Expo reconecte o mundo através da interacção entre países e visitantes”, declarou. E o elo entre o passado e o futuro que se pretende está simbolizado num espaço com 700 árvores transplantadas da Expo de 1970, também realizada em Osaka. Tal espaço, denominado “Floresta da Tranquilidade”, é um dos pontos altos do evento.
A participação de Moçambique: Um futuro moldado pela inteligência e pelo engenho
Entre os países presentes nesta grandiosa plataforma internacional, está Moçambique, com um pavilhão vibrante e cheio de propósito. Com foco no subtema “Emponderando Vidas: Educação e Trabalho utilizando a Inteligência Artificial e Robótica”, o país posiciona-se como um protagonista emergente na agenda global da inovação, da educação e do desenvolvimento sustentável.
A participação moçambicana, coordenada pelo Comissariado Geral de Moçambique para a Expo 2025 (COGEMO), resulta de um convite oficial do Governo do Japão, e traduz-se num esforço colectivo para projectar a imagem de uma nação dinâmica, criativa e visionária. Durante seis meses, o pavilhão nacional exibirá a diversidade e a riqueza de um país abençoado com terras férteis, abundantes recursos naturais, vasto potencial agrícola, reservas pesqueiras, capacidade energética e uma herança cultural vibrante. Haverá ainda espaço para promover o turismo nacional, as práticas sustentáveis e o talento dos seus empreendedores. A Revista Xonguila associa-se a esta presença, estando representada no pavilhão de Moçambique, onde os visitantes poderão consultar algumas edições da publicação através de tablets interactivos estrategicamente posicionados.
Moçambique está empenhado em envolver amplamente a sociedade civil na preparação para o evento. Estão em curso campanhas de mobilização nas províncias com o objectivo de garantir que universidades, centros de investigação, instituições públicas e privadas e demais sectores participem activamente na construção de uma presença nacional robusta e representativa.
A Expo Osaka 2025 surge, assim, como uma oportunidade ímpar para Moçambique se afirmar como um destino turístico e cultural de excelência, assim como um centro emergente de inovação e desenvolvimento humano.
