Sob o lema “50 anos consolidando a unidade nacional e a paz através da cultura”, a cidade de Tete acolheu, de 18 a 22 de Agosto, a décima segunda edição do Festival Nacional da Cultura (FNC), o maior encontro cultural do país. O evento juntou mais de cinco centenas de artistas e técnicos provenientes de todas as províncias do país, tendo recebido diariamente milhares de pessoas.

A sessão inaugural foi dirigida pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, que destacou a cultura como pilar da identidade nacional, motor de desenvolvimento sustentável e elemento central de coesão social, também sublinhando que o FNC contribui para dinamizar a economia criativa e valorizar o capital humano do país.

Um espectáculo coreográfico com cerca de mil participantes evocou os 50 anos de Independência Nacional, marcando de forma expressiva o arranque das festividades. Neste espírito de celebração, os palcos de Tete abriram-se a teatro, música, dança, literatura, gastronomia, artesanato e outras formas de expressão artística. Vários palcos da cidade transformaram-se em verdadeiros pontos de encontro onde tradição e inovação estiveram em pleno convívio, criando um retrato abrangente da diversidade moçambicana. Feiras de artesanato, exposições gastronómicas e mostras de escultura completaram o programa, oferecendo ao público uma experiência variada e interactiva.

Entre os protagonistas, a juventude assumiu lugar central, apresentando criações que preservaram e, ao mesmo tempo, reinventaram tradições, um contributo destacado pelo Presidente da República como fundamental para afirmar a identidade nacional e promover uma harmoniosa convivência. Também a Ministra da Educação e Cultura salientou o papel da cultura como motor de coesão social e crescimento económico, referindo os relevantes conteúdos para sectores como moda, design, audiovisual, turismo cultural e gastronomia criados pelo festival.

O festival não foi apenas um evento artístico, mas uma afirmação da identidade moçambicana como património vivo e dinâmico. Deixou em Tete uma marca de unidade nacional, diversidade cultural e projecção para o futuro, reforçando a cultura como instrumento de paz e de desenvolvimento para Moçambique.

Neste enquadramento mais amplo, o FNC integrou-se nas prioridades do Governo no quadro da Estratégia Nacional de Desenvolvimento e do Plano Quinquenal 2025–2029, em consonância com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.