O banco assume, desde a sua génese, o desafio de ser um parceiro de referência perante as comunidades onde exerce actividade, tendo em vista a promoção do desenvolvimento social e económico das mesmas, em linha com a estratégia definida. Promover a cultura e estimular a indústria criativa é um dos nossos grandes pilares de cidadania. O nosso coração é africano, e a arte e cultura esteve sempre no nosso DNA, o que tem sido demonstrado através do nosso compromisso em contribuir para uma sociedade sem desigualdades e com elevados níveis de desenvolvimento social, cultural e económico. Preservar a nossa arte é manter a nossa história viva. A nossa história é a nossa identidade e é isso que nos define como País. Pretendemos estar sempre na linha da frente na promoção da cultura, assim como abrir caminhos à construção de uma narrativa sobre a história da arte moderna mais inclusiva.
“Apoiamos o Xiquitsi desde 2017 e, desde essa altura, acompanhamos de perto o crescimento do projecto”
Apoiamos o Xiquitsi desde 2017 e, desde essa altura, acompanhamos de perto o crescimento do projecto. Esta não é uma iniciativa comum; é bastante singular, por ser uma plataforma de inclusão social que dá vida e esperança a crianças, adolescentes e jovens, sem questionar a sua condição social. É uma forma de mostrar que todos merecemos e todos somos iguais por uma arte tão única como a música. São pouco mais de 100 crianças dos 6 aos 15 anos, e outra metade com jovens em fase de início de carreira e muitas vezes sem uma projecção da sua vida futura. No Xiquitsi, estes podem ter múltiplas possibilidades e temos registado casos de sucesso de jovens que tiveram acesso a bolsas de estudo para o exterior.
A sociedade acaba por olhar para o sector bancário associando-o somente a finanças. Ao termos esta relação tão próxima com o Xiquitsi mostramos um outro lado nosso, que acaba por apresentar os nossos pilares de cidadania e aquilo em que também acreditamos, como a inclusão, o apoio à cultura e à igualdade. Valores tão importantes para o desenvolvimento sustentável e pelos quais o banco se guia.
Em complemento, a criatividade é uma das habilidades que os novos tempos pedem, para que todos estejamos preparados, apaixonados e prontos. Levamos este tema mais longe, não só no âmbito do apoio à cultura e à arte, mas também ao nível da inovação e da forma de fazer as coisas acontecerem de dentro para fora. Procuramos igualmente envolver os nossos clientes nos nossos projectos de cidadania, convidando-os a assistir a exposições de arte, que tiveram ou têm o nosso apoio, comunicando as nossas acções e, no caso em concreto do Xiquitsi, aos concertos. Aprender, ensinar, ensaiar e praticar efectivamente cidadania pode acontecer em muitas esferas da vida de todos os dias, pode envolver pessoas de diferentes idades e deve ter um impacto de tal forma transformador que as implicações daí decorrentes se estendam para lá do contexto pessoal/local e tenham um papel positivo na construção dos fundamentos de um mundo melhor. É de extrema importância entendermos que somos uma instituição que trabalha com pessoas para pessoas e, por isso, estabelecer estas relações, conseguir desmaterializar e complementar com o nosso dia-a-dia é, sem dúvida, uma força que nos inspira.
O maior benefício do investimento que o Absa coloca anualmente no Xiquitsi é ver o crescimento do projecto e o desenvolvimento dos seus estudantes. Crianças que um dia olharam para o projecto como oportunidade para ter uma refeição diária são hoje crianças que têm uma forma de ser, e estar, virada para o futuro, com sonhos por alcançar. Na nossa forma apaixonada, corajosa e preparada de ver o mundo, sabemos que a resiliência é das maiores valências que uma instituição como o Absa deve ter, e isso tem-se evidenciado nos últimos anos. Investir na cultura e em projectos como este não é mensurável como o retorno da venda de um cartão de crédito. Contudo, quando investimos na cultura e em projectos como este, vamos muito além do pensar no retorno imediato ou num retorno financeiro, mas pensar no futuro que colocamos à disponibilidade de jovens com talento, e no facto de conseguirmos passar uma mensagem aspiracional e a vontade de fazer as coisas acontecerem é sem dúvida imensurável.
O nosso orçamento prevê uma parcela destinada a cidadania, ou seja, às acções sociais como parte da sua Responsabilidade Social, onde avaliamos o impacto positivo que estas iniciativas podem trazer para o futuro do País. Contudo, acreditamos que o apoio pode ir além do financiamento, colocando várias ferramentas à disposição de quem precisa, ajudando assim a fazer as coisas acontecerem. Nós tentamos encontrar alternativas viáveis e fazíveis para ajudar a concretizar as iniciativas que trazem valor real às comunidades onde operamos.
