New Ways of Working ou Novas Formas de Trabalhar é um conceito que foi impulsionado pela covid-19, quando muitas empresas, para fazer face à nova realidade, começaram a implementá-lo. Algumas outras, no entanto, como foi o caso do Absa Bank Moçambique, ao perceberem a importância das novas propostas para a satisfação e retenção dos seus colaboradores, deram os primeiros passos ainda antes da eclosão da pandemia.


Com uma estrutura robusta e flexível, o Absa criou mecanismos que fazem a diferença no quotidiano dos seus colaboradores, tais como o trabalho híbrido, o reforço da filosofia do open space e lugares não marcados, tendo igualmente alavancado o uso de ferramentas digitais como o Jabber e o MsTeams como meios de comunicação. “Somos uma entidade que repensa não só o ambiente de negócios, mas também as áreas envolventes, e, se o mundo mudou, a nossa forma de trabalhar também tem de mudar. Deve existir flexibilidade nas estruturas para se ajustarem às necessidades dos colaboradores neste mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo) e, por isso, procuramos, passo a passo, contribuir para esta nova forma de trabalhar, mais colaborativa, mais autónoma e mais feliz para todos. Este modelo de trabalho requer muita disciplina por parte dos colaboradores, pois estes devem assegurar a sustentabilidade do negócio. Só desta forma continuaremos empenhados em diferenciar a nossa Employee Value Proposition (EVP), isto é, a nossa Proposta de Valor ao Empregado[1], afirma Hanifa Hassangy, Directora de Pessoas e Cultura.

Em paralelo, com a evolução tecnológica, a existência de plataformas como o MsTeams, o Skype, o Slack, o Zoom, o Miro, entre outras, para não falar do SMS, do WhatsApp e do e-mail, vieram comprovar que já não é necessário estar num escritório a tempo inteiro para se ser um membro produtivo na equipa.

O modelo híbrido exigiu ao Banco a promoção de uma cultura prioritariamente remota e descentralizada que proporciona liberdade, autonomia e flexibilidade nas relações de trabalho. Desta forma, os colaboradores, de acordo com as suas funções, podem escolher quando e onde trabalhar, optando pelo formato de trabalho que mais se coadune com as suas necessidades – desde que assegurados todos os requisitos da política de segurança de dados do Banco –, assim se obtendo um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Neste processo, como forma a facilitar a implementação do trabalho híbrido, o Absa garantiu a atribuição, a todos os colaboradores, de condições estruturais para que eficácia do seu trabalho não fosse afectada, através da disponibilização de mobiliário, computadores portáteis, internet fixa, dados móveis, entre outros.

Com a implementação do modelo híbrido, tanto o Banco como os colaboradores beneficiaram, porque a flexibilidade aumentou a retenção de talentos e o desempenho das equipas. Aliás, estudos recentes da Harvard Business School comprovam que as empresas que adoptaram modelos de trabalho mais flexíveis aumentaram a produtividade dos seus colaboradores, reduziram a rotatividade e diminuíram os custos da própria organização.

Porém, como em tudo, as mudanças no ambiente de trabalho exigiram, e continuarão a exigir, a necessidade de adaptação do Banco às novas tendências de trabalho e para valorizar o potencial das pessoas. O Absa tem vindo a investir, de forma contínua, na automatização dos processos e na formação das suas pessoas, recorrendo ao uso das novas tecnologias, como a Realidade Virtual, por exemplo. Esta inovação, para além de quebrar a barreira da distância, veio revolucionar o modelo de formação tradicional, tornando as sessões de aprendizagem mais ágeis, dinâmicas, flexíveis, motivadoras.  A formação nela baseada apresenta um potencial de crescimento muito elevado e com benefícios evidentes, quer para o banco quer para os seus colaboradores.
As novas formas de trabalhar trouxeram e continuarão a trazer um impacto positivo na vida dos colaboradores. São uma prova implícita de confiança mútua entre empregado e empregador, dando uma maior flexibilidade e autonomia na gestão do tempo, um maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal e um enriquecimento do conteúdo do trabalho através da sua diversificação. Desta forma, desenvolve-se, cada vez mais, uma cultura favorável ao aprendizado e que fomenta a colaboração, uma cultura que instiga os colaboradores a querer saber mais, a desenvolver-se e a comprometer-se, passando a ser agentes de mudança. “As organizações que se centram nas pessoas são as que obtêm melhores resultados e maior compromisso e lealdade por parte destas. É por isso que somos um banco de pessoas e para as pessoas, um banco que coloca os seus colaboradores no centro da sua estratégia empresarial, independentemente do modelo de trabalho ou processo organizacional adoptado”, diz Hanifa Hassangy.