Numa intervenção firme perante o Parlamento, a primeira-ministra de Moçambique, Benvinda Levi, reafirmou esta quarta-feira, 28 de Maio, o compromisso inabalável do Executivo com o sector agrícola, assumindo-o como eixo central das políticas públicas em curso.
Durante a sessão de perguntas ao Governo, Levi destacou que o desenvolvimento agrário é fundamental não apenas para assegurar a segurança alimentar, mas também como mecanismo de geração de emprego e estímulo à economia nacional.
“O desenvolvimento agrário e toda sua cadeia de valor constitui uma das principais prioridades da nossa acção governativa”, afirmou, citada pela Revista Terra.
A primeira-ministra anunciou que estão em marcha diversas acções destinadas a impulsionar tanto as culturas alimentares como as de rendimento, com enfoque no agronegócio e no fortalecimento das cadeias de valor. A prioridade recai sobre os agricultores familiares, considerados peça-chave na engrenagem produtiva rural.
“Temos vindo a promover as ligações entre os centros de produção e os mercados, assim como a integração dos produtores nas diferentes cadeias de valor, sobretudo os agricultores familiares, de modo a que estes melhorem a sua renda e, consequentemente, elevem as suas condições de vida”, acrescentou.
No horizonte da campanha agrícola 2024–2025, o Governo projecta metas ambiciosas: ultrapassar 3 milhões de toneladas de cereais, produzir 90 mil toneladas de leguminosas, mais de 9,5 milhões de toneladas de raízes e tubérculos, 370 mil toneladas de oleaginosas e 1,7 milhões de toneladas de hortícolas.
Levi assinalou que estes objectivos se alinham com sinais de recuperação económica já observáveis, e que a combinação entre maior produtividade agrícola e estabilidade institucional traça uma rota clara para o alívio do custo de vida da população:
“O normal funcionamento das instituições do Estado, a retoma das actividades económicas, associado ao aumento da produção e produtividade no domínio agrário, leva-nos a crer que estamos num bom caminho para continuar a aliviar o custo de vida dos moçambicanos.”
