Moçambique registou uma queda de três posições no Corruption Perceptions Index (CPI) da Transparency International, ocupando agora o 145.º lugar entre 180 países avaliados. Este declínio reflecte os desafios contínuos que o país enfrenta na luta contra a corrupção, posicionando-se em 36.º lugar entre 53 nações africanas avaliadas.
O CPI, que é o principal barómetro global para medir a percepção da corrupção no sector público, baseia-se em várias fontes de informação, incluindo avaliações de peritos e sondagens a empresários. Moçambique, com 25 pontos em 100 possíveis, evidencia a necessidade urgente de reformas e acções concretas para combater a corrupção de forma eficaz.
O relatório destaca um cenário global onde dois terços dos países apresentam sérios problemas de corrupção, com 80% da população mundial a viver em países com pontuações abaixo de 50. A situação é particularmente grave na África Subsaariana, onde a média regional se situa nos 33 pontos, reflectindo a prevalência de regimes autoritários, o declínio dos sistemas judiciais e dos mecanismos de controlo dos governos como factores contribuintes.
Enquanto nações como as Ilhas Seicheles, Cabo Verde e Botsuana lideram a tabela na região com as melhores pontuações, a Guiné Equatorial, o Sudão do Sul e a Somália ocupam as posições mais baixas, sem sinais de melhoria significativa.
O relatório aponta para a importância de democracias estáveis e instituições fortes na liderança do índice, com a Dinamarca a ocupar a posição cimeira pelo sexto ano consecutivo. Em contraste, países afectados por conflitos militares e com liberdades restritas tendem a figurar nas posições mais baixas.
Para Moçambique, este resultado sublinha a importância de reforçar as medidas de combate à corrupção, investindo na reforma das instituições e na melhoria das condições de vida da população, de modo a reverter a tendência negativa e promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo.
