Há espaços que guardam livros. Outros preservam memórias. E existem aqueles que se tornam verdadeiros motores de progresso social. A Mediateca do BCI – Espaço Joaquim Chissano é um desses lugares.

Na tarde de 9 de Junho, a histórica infra-estrutura localizada na Baixa de Maputo reabriu as suas portas, após um processo de renovação e modernização, reforçando a sua missão de promover o acesso ao conhecimento, à cultura e à inclusão social. A cerimónia de reinauguração foi a reafirmação de uma visão que acompanha o BCI desde os seus primeiros anos: a convicção de que investir nas pessoas é uma das formas mais duradouras de contribuir para o desenvolvimento do País.

Hoje, a Mediateca surge com novas valências e melhores condições para acolher estudantes, investigadores, professores, artistas e todos os que procuram no conhecimento uma ferramenta de progresso. Salas de formação, oficinas, exposições, palestras e lançamento de livros juntam-se a programas de apoio social destinados a mulheres, crianças e jovens.

Entre as iniciativas anunciadas destacam-se programas de apoio escolar para alunos em situação de vulnerabilidade, disponibilização de lanches nutritivos e apoio de profissionais de enfermagem para aconselhamento em saúde e bem-estar. Uma abordagem integrada que reconhece que aprender não depende apenas do acesso aos livros, mas também de condições adequadas para crescer.

Na ocasião, o Presidente da Comissão Executiva do BCI, Francisco Costa, recordou que a renovação simboliza a continuidade de um compromisso assumido há quase três décadas com a educação, a cultura, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável de Moçambique.

O momento contou igualmente com a intervenção de Joaquim Chissano, antigo Presidente da República, que sublinhou a importância do conhecimento como instrumento de transformação individual e colectiva. Dirigindo-se aos jovens, Chissano afirmou: "O futuro de Moçambique será determinado pela forma como a vossa geração se prepara para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. O conhecimento não se adquire por acaso. Exige disciplina, perseverança, curiosidade e vontade de aprender todos os dias".

Por sua vez, Carlos Agostinho do Rosário, Presidente do Conselho de Administração do BCI, recordou que a criação das Mediatecas resulta de uma visão pioneira dos fundadores do Banco, que compreenderam desde cedo que uma instituição financeira pode desempenhar um papel relevante na construção de uma sociedade mais preparada e inclusiva.

Inaugurada em 1997, a Mediateca do BCI afirmou-se como muito mais do que um espaço de leitura. Tornou-se um lugar de descoberta, crescimento e partilha. A visão expandiu-se para a Beira, Nampula e Ilha de Moçambique, dando origem a uma rede que hoje disponibiliza mais de 17 mil títulos e infra-estruturas tecnológicas que promovem a inclusão digital e o acesso ao conhecimento.

A cerimónia reuniu artistas, escritores, estudantes, académicos, empresários, jornalistas, diplomatas, desportistas e figuras da vida política nacional, entre outros, unidos pela convicção de que o conhecimento continua a ser uma das mais importantes alavancas para o progresso.

Porque as nações se constroem com estradas e edifícios, mas consolidam-se, sobretudo, através do conhecimento das suas pessoas.