Comunicar com as equipas é garantir que criamos uma óptima relação com os colaboradores, colegas, clientes e fornecedores. Por outro lado, a liderança inspira profissionais, fá-los colaborar, estar motivados, engajados e produtivos.
Actualmente, ao olharmos para as organizações, conseguimos perceber que, para além de atingir metas, os gestores estão preocupados em ter equipas de alta performance. Estas equipas devem ser pessoas altamente motivadas e inspiradas pela marca da empresa, ou melhor, pelo líder. Lembrem-se de que todas as grandes batalhas foram ganhas por grandes líderes, pessoas capazes de movimentar multidões e que conseguiam ganhar as pessoas pela empatia.
Quando olhamos para alguns dos maiores ícones comunicacionais da história, o que encontramos em comum entre eles? Constatamos que o seu legado foi marcado pela maneira como expressavam a sua liderança e pela habilidade ímpar de comunicação eficaz. Mais do que história, estes líderes inspiraram e continuam a influenciar multidões pelas suas frases de motivação, discursos eloquentes, textos, parábolas e metáforas encantadoras. O segredo destes líderes consiste, basicamente, na forma como eles influenciaram multidões pelas suas habilidades interpessoais, muito mais do que pelas suas habilidades técnicas. Estes líderes transformaram ideais em objectivos, visões em acções concretas, mobilizaram nações em prol das suas convicções.
Falamos de líderes autoconfiantes, automotivados e que possuíam uma óptima postura presencial e gestual, que, somada à sua comunicação eficaz, os tornava carismáticos e rodeados de seguidores. Um líder que utiliza a comunicação na sua liderança transmite sempre uma mensagem de segurança, dos valores da organização e mensagens de motivação. As palavras tornam o colaborador parte integrante da empresa, e não apenas mais uma pessoa que está à espera do seu salário no fim do mês.
Para garantir esta motivação e o compromisso das pessoas, é necessário compreender a importância da comunicação na liderança, e, para isso, precisamos de nos lembrar da gestão do capital humano dentro de uma organização, uma vez que as empresas são feitas de pessoas, por pessoas e para pessoas. O que, infelizmente, temos visto em algumas organizações é esta inabilidade de comunicar com eficiência. Gestores que estão mais concentrados em aptidões técnicas e sem qualquer conhecimento de gestão de capital humano. Segundo Peter Drucker, “Setenta por cento de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia da comunicação”. Muitos destes problemas devem-se a líderes que possuem uma comunicação ineficaz, pois sabemos que, no processo de comunicação, o resultado obtido é da responsabilidade exclusiva daquele que emite a mensagem.
Na prática, isto significa que, com uma abordagem clara e assertiva, o líder pode realmente acrescentar valor à sua equipa, proporcionar crescimento e conhecimento aos seus profissionais e direccioná-los para a conquista de grandes resultados ao unir o poder da comunicação com uma boa liderança.
É preciso que um líder utilize a sua liderança comunicacional para promover o engajamento da equipa no alcance dos resultados, alinhando as competências individuais com os objectivos estratégicos da organização, estabelecendo um canal aberto de comunicação entre todos os níveis hierárquicos, pois saber liderar é, acima de tudo, saber comunicar.
O grande desafio é que, mesmo com todos estes benefícios, muitos gestores ainda subestimam a necessidade de desenvolver e aprimorar continuamente as suas competências de liderança e comunicação. Com isso, limitam as capacidades e resultados das suas equipas. Delegam as tarefas e cobram resultados erradamente, o que leva a muitos transtornos, repetição de trabalhos e uma grande desmotivação profissional na equipa. Na maioria das vezes, os problemas de gestão são consequência de uma comunicação ineficiente. Estar dentro dos conflitos internos é também estar preparado para solucioná-los. Uma informação transparente conscientiza cada um sobre o seu papel, alinha os processos de vendas e apresenta os valores, servindo como artifícios para integrar o colaborador.
Como líderes e gestores devemos garantir que deixamos um legado, e esse legado deve ser positivo, uma marca por onde quer que passemos.
