No dia 19 de Julho, a cidade da Beira acolheu a 7.ª edição da Légua da Beira, uma iniciativa promovida pela Cornelder de Moçambique (CdM), em parceria com a Associação Provincial de Atletismo de Sofala (APAS). Mais uma vez, a capital de Sofala testemunhou um grande encontro desportivo, reunindo milhares de atletas e entusiastas num ambiente de animação, movimento e sentido comunitário.

Com um percurso de 7,2 quilómetros e epicentro no Largo dos CFM, a prova atraiu cerca de 3.750 participantes, provenientes de diferentes pontos do país e do estrangeiro. Federados, amadores, trabalhadores da CdM, estudantes, veteranos e representantes da comunidade portuária calçaram os ténis e alinharam-se para um dia de esforço, convívio e promoção da saúde.

Na categoria de Federados Masculinos, o sul-africano Abednico Mashaba voltou a impor-se, cortando a meta em 21 minutos e 18 segundos — tempo que passa a ser o melhor registado na história da prova. Atrás dele chegaram Ebel Chibanda (21.23) e Thabo Prince Ndlovu (22.09), também estrangeiros. No sector feminino, a vitória foi para Neriah Maganzo, com 26.16 minutos, seguida pelas moçambicanas Rosa Passipamira (28.27) e Domingas Checane (28.47), numa disputa bem renhida.
Mas a Légua é feita de muitos palcos e protagonistas. Nos Trabalhadores da CdM, destacaram-se João Simbe e Epifania Sequeira, enquanto Brizito Casse e Olímpia Lamucene venceram entre os representantes da Comunidade Portuária. Nos Veteranos, Betinho Itato e Ester Chiweia cortaram a meta em primeiro lugar nas suas categorias, e entre os Populares, Manda Jaquecene e Isabel Basílio conquistaram os melhores tempos. Entre os estudantes, Jonas Vernijo e Lonia Sitoe lideraram as suas provas. Cada nome representa esforço, disciplina e o prazer de participar num evento que va loriza a superação individual e colectiva.

No Largo dos CFM, ponto de partida e chegada da corrida, decorreu também uma Feira de Saúde aberta a toda a população. Serviços de rastreio, aconselhamento e actividades de sensibilização estiveram ao dispor dos presentes, reforçando o carácter social do evento e a sua ligação ao bem-estar da comunidade.

Jan de Vries, Administrador-Delegado da Cornelder de Moçambique, salientou o crescimento e o impacto da Légua na cidade. “É gratificante ver a cidade envolvida com esta iniciativa, que não só promove a saúde como reforça laços entre pessoas e instituições. Este ano tivemos ainda mais participantes, e sentimos o apoio de quem se juntou ao longo do percurso. Pessoas a correr, a caminhar, cada uma à sua maneira, mas todas a ganhar saúde. Isso é o que mais importa”, afirmou. Incentivou ainda os atletas a prepararem-se com mais antecedência, lembrando que a CdM disponibiliza espaços para treino meses antes do evento.

António Libombo, Director Executivo Adjunto da CdM, também participou na corrida e reforçou o balanço positivo da edição. “Conseguimos superar as expectativas. A nova plataforma digital que desenvolvemos para registo dos participantes permitiu uma inscrição mais simples e organizada. A adesão mostra que estamos no caminho certo”, sublinhou. Apelou a que mais pessoas se juntem à próxima edição, lembrando que a Légua está a consolidar-se como referência no atletismo regional.

O governador de Sofala, Lourenço Bulha, que esteve presente, reconheceu o contributo da Cornelder para o desporto e o serviço público. “Esta prova valoriza a província e associa o exercício físico a outros serviços importantes, como os cuidados de saúde. São acções que devem ser replicadas por outras entidades.”
Sande Carmona, representante do Conselho Municipal da Beira, reforçou o valor da Légua como evento de referência além-fronteiras. “A Légua da Beira já é conhecida em várias partes do continente. É um activo da cidade que todos devemos acarinhar.”

Também o secretário-geral da APAS, Titos Mulinga, destacou a evolução da organização e a resposta positiva dos atletas moçambicanos. “Tivemos mais participantes e conseguimos manter a qualidade. Esta edição lança novos desafios para o futuro e confirma que estamos a crescer em várias frentes.”

O tempo fresco ajudou os corredores, segundo vários participantes, que descreveram a prova como exigente, mas bem disputada. Os rostos à chegada espelhavam cansaço e satisfação, num evento que alia desporto, saúde e cidadania. A Légua da Beira já conquistou o seu lugar no panorama desportivo nacional — e continua a somar quilómetros de motivação e exemplo.