O BCI inaugurou, na terça-feira, 4 de Março, no seu auditório em Maputo, a exposição "Recordando o Mestre Malangatana", em homenagem póstuma a um dos maiores artistas de Moçambique, Malangatana Valente Ngwenya. A mostra, que reúne 25 obras emblemáticas, constitui um tributo à profundidade e inovação que marcaram a trajectória deste gigante da arte africana contemporânea, cujos traços retratam Moçambique.
A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, que testemunhou a cerimónia de abertura, afirmou: "Esta homenagem é muito bem merecida. Nós somos moçambicanos, temos de saber de onde viemos, e, acima de tudo, passarmos aquilo que é a nossa tradição, a nossa história, aquilo que faz de nós este Moçambique multicultural”. Samaria Tovela destacou a importância da preservação das tradições culturais e da transmissão desse conhecimento às futuras gerações. "É fundamental que os jovens cresçam conscientes da riqueza cultural do nosso país e da importância de continuar a valorizá-la e transmiti-la", acrescentou.
A arte tem o poder de contar histórias, preservar memórias e fortalecer identidades. - Mutxhini Malangatana
O Presidente da Comissão Executiva do BCI, Francisco Costa, reiterou, por seu turno, o compromisso do BCI em continuar a apoiar a cultura, tendo sublinhado a importância de unir esforços para um bem comum: "esta é uma forma que entendemos ser importante: promover e valorizar o património cultural de Moçambique. Foi um desafio, mas podemos continuar a trabalhar mais, pois existem muitos outros artistas e oportunidades para preservar este enorme legado cultural", afirmou.
Na mesma ocasião, o Administrador do BCI, Luís Aguiar, destacou a importância de honrar Malangatana, um homem cujo génio artístico continua a prestigiar o país. "Através da sua arte, Malangatana representou e projectou Moçambique em várias galerias e museus ao redor do mundo, sendo visto como um ícone da nação", afirmou. "É fundamental continuar a valorizar este legado, mantendo viva a memória, o impacto e o alcance da sua obra", frisou Aguiar, recordando exposições passadas, organizadas pelo Banco, que exaltaram a grandeza do Mestre, como a 'Retrospectiva dos Últimos 30 Anos da Vida e Obra do Malangatana' (2005) e a mostra "40 anos, 40 artistas" (2015), que reuniu gerações e estilos, com especial destaque para os traços de Malangatana. Mutxhini Malangatana, Administrador da Fundação Malangatana, complementou com uma reflexão: “A arte tem o poder de contar histórias, preservar memórias e fortalecer identidades. Malangatana, com a sua expressão vibrante, capturou a alma do povo moçambicano, suas lutas, esperanças e sonhos.”
A exposição, marcada, na cerimónia de abertura, pela presença de familiares, amigos, artistas, amantes e entusiastas da arte, está aberta ao público, com entrada livre, até ao dia 31 de Março.
