O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) acolheu, no auditório do seu edifício sede em Maputo, o Workshop B4R: Parcerias Estratégicas com o Sector Privado, para Resultados a Favor das Crianças, uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). O encontro reuniu empresas e instituições do sector privado, num espaço de diálogo, partilha e compromisso. Ao promovê-lo, o BCI reafirmou a sua vocação de agente impulsionador, abrindo espaço para a construção conjunta de soluções sustentáveis e para a defesa de uma causa que ultrapassa fronteiras e estatísticas: o direito de cada criança a um futuro digno, saudável e promissor.
Mais do que um fórum empresarial, o evento transformou-se num momento de consciência e de responsabilidade partilhada, onde o sector privado foi convidado a assumir-se como co-autor de um futuro mais justo e inclusivo.
Na sua intervenção, Francisco Costa, Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, sublinhou que a responsabilidade social faz parte do ADN do Banco. Reforçou ainda que, quando se cruzam razão e coração, o BCI opta por investir nas áreas que geram maior impacto positivo: alimentação, educação e saúde, com especial atenção às crianças. “Estas têm sido as grandes prioridades do Banco, com particular atenção às crianças”, afirmou, acrescentando que o bem-estar começa dentro de casa, nas dinâmicas da maternidade, nos cuidados dedicados às famílias e num ambiente de trabalho que valoriza a vida.
O PCE do BCI evocou ainda um sentido de urgência intergeracional, lembrando que os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável exigem mais do que intenções: requerem mais acção. “Há uma urgência: agir hoje, com as crianças de hoje, sem perder de vista o futuro”, afirmou. As suas palavras ecoaram com serenidade e inspiração, reavivando a certeza de que um país mais justo e sustentável se edifica passo a passo, com gestos simples e concretos que dão forma aos sonhos e tornam o progresso uma realidade partilhada.
O workshop desenrolou-se em dois painéis de discussão. O primeiro, protagonizado por representantes das telefonias móveis moçambicanas, focalizou as potencialidades da inclusão e aprendizagem digital como ferramentas de geração de renda. O segundo, com enfoque nos direitos da criança e práticas empresariais responsáveis, contou com a participação do próprio PCE do BCI, que defendeu um modelo de crescimento económico aliado à ética e à sustentabilidade.
Na sua intervenção, Mary Louise Eagleton, Representante da UNICEF em Moçambique, destacou que o progresso social depende da união de esforços e da coerência de propósitos. Explicou que o actual programa de cooperação da UNICEF (2022–2026) assenta em pilares fundamentais: nutrição e saúde; educação e competências; protecção contra a violência e o abuso; água e saneamento; e inclusão social. Reconheceu que ainda há desafios, desde o acesso limitado a serviços básicos até à pobreza e aos casamentos prematuros, mas reafirmou a convicção de que, com parcerias sólidas e comprometidas, é possível abrir caminhos de esperança e construir um futuro melhor para todas as crianças de Moçambique.
Neste contexto, o BCI volta a afirmar-se como um parceiro de confiança, investindo em iniciativas de impacto social e promovendo parcerias que dão sentido humano à economia. Ao lado da UNICEF e de outras instituições, o Banco assume o propósito de contribuir para que as crianças de Moçambique cresçam com liberdade, saúde e esperança.
Porque o futuro nasce no olhar de uma criança e ganha corpo nas acções do presente. Cada gesto de hoje é um investimento real num amanhã mais promissor.
