O Primeiro-Ministro japonês, Kishida Fumio, e o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, chegaram a um acordo para apoiar a retoma antecipada do desenvolvimento de gás natural em Moçambique. O encontro entre os líderes ocorreu na capital Maputo, durante a visita de Kishida a quatro nações africanas.

Os dois líderes abordaram o projecto de gás natural no norte de Moçambique, no qual uma empresa japonesa investiu. A iniciativa encontra-se suspensa devido ao agravamento da situação de segurança no país. Ambos discutiram formas de estabilizar o contexto e retomar o projecto o quanto antes.

Kishida e Nyusi concordaram na importância de manter e reforçar a ordem internacional baseada no Estado de Direito, considerando a invasão russa na Ucrânia. Os líderes manifestaram-se contrários a tentativas unilaterais de alteração do statu quo pela força.

Japão e Moçambique, membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU, comprometeram-se a trabalhar em conjunto. Na conferência de imprensa, Kishida afirmou que os dois líderes acordaram em fortalecer os laços bilaterais e promover um Indo-Pacífico livre e aberto.

O primeiro-ministro japonês declarou o apoio do seu país aos esforços para retomar a construção das instalações de produção do projecto de gás natural liquefeito, um dos maiores em África. Kishida também mencionou a disponibilidade do Japão em auxiliar na estabilização da região.

Em síntese, o encontro entre Kishida e Nyusi representa um passo significativo na cooperação bilateral entre Moçambique e Japão. Ambos os países reiteraram a importância do respeito ao Estado de Direito e ao equilíbrio internacional, comprometendo-se a trabalhar juntos na retoma do projecto de gás natural, que pode trazer benefícios económicos e sociais significativos para a região.